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14/04/2009
adicionar aos favoritos | São Paulo/SP

04/02/2009 23:57
Ola Amigos Bom dia? Tudo bem com vocês.
A História que vou relatar para vocês hoje e sobre O Centro do Porto Matarazzo que na década de 1910 viveu seu Glamur hoje existem apenas ruinas do Centro do Porto Matarazzo.
O Porto Matarazzo passa por um amplo projeto de revitalização, reestruturação, ampliação e modernização para recuperar uma estratégica via marítima, desativada em 1972. Um empreendimento do empresário Fernando J. B. Matarazzo, readequa o porto à nova realidade econômica do Paraná e do Brasil. O projeto elaborado pelo engenheiro Ayrton Lolô Cornelsen prioriza a ampliação do cais e a recuperação e instalação de armazéns.
****CENTRO DO PORTO MATARAZZO UM MARCO NA HISTÓRIA DA CIDADE DE SÃO PAULO****
Conde Matarazzo
O Conde Matarazzo administrou um imenso complexo industrial e milhares de funcionários durante quase três décadas. Sua administração inovou a indústria brasileira pela introdução de novas tecnologias e assistência aos funcionários das indústrias Matarazzo. caracterizar-se pela sociabilidade – a introdução da assistência médica, a criação de áreas sociais voltadas aos seus empregados. Símbolo da elite industrial paulista, Matarazzo liderou os empresários das primeiras décadas deste século. Em 1928, fundou o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), do qual foi o primeiro presidente. Nunca concorreu a cargos eletivos, nem tinha predileção para discursos: nas poucas vezes em que falou em público, o fez em italiano (nunca chegou a falar completamente bem o nosso idioma). Prezava muito mais a sua ligação com a Itália: "Ele teve dois amores na vida: a pátria onde nasceu e as Industrias Matarazzo, disse uma vez, Jorge da Cunha Lima, presidente da Fundação Padre Anchieta e autor do livro Matarazzo 100 anos.
Foi por causa da paixão pela Itália que recebeu o titulo de Conde." Durante a Primeira Guerra Mundial, o industrial mudou-se para o país de origem, onde foi ajudar no abastecimento das cidades mais atingidas. Pelos serviços prestados à nação, recebeu o título, embora a família, cuja tradição remonta ao século XII, carregue a nobreza no sangue. O Conde morreu a 10 de dezembro de 1937, aos 83 anos, de uma crise de uremia (bloqueio repentino da circulação do sangue). Tinha o hábito de visitar diariamente pelo menos uma empresa de seu império, que chegou a contar com 15 mil funcionários, em 365 fábricas, uma para cada dia do ano.
Os operários, numa homenagem ao chefe, acompanharam o cortejo com uma faixa na lapela onde se lia: "Vida eterna ao Conde."
Fonte: Adaptado de Istoé Especial (encarte) nº 1570
Fine Honor Labor
Os negócios do Conde Francesco Matarazzo (1854-1938) no Brasil atingiu seu ápice caracterizado pela diversificação. “Sou comerciante de farinha, de bacalhau, de algodão... Não entendo de mais nada”, brincou certa vez. Em cinco décadas, o seu império industrial produziu tecidos, latas, óleos comestíveis, açúcar, sabão, presunto, pregos, velas, louças, azulejos. Matarazzo tinha um banco, uma esquadra particular de navios, um terminal exclusivo no porto de Santos e duas locomotivas para transportar mercadorias no pátio da sede do complexo industrial, em São Paulo. Quando o conde fez 80 anos, suas empresas faturavam 350 mil contos de réis por ano, dinheiro equivalente na época à arrecadação de São Paulo, o Estado mais rico da Federação, igualando a da União. Hoje, nenhum dos conglomerados nacionais conseguiria igualar Matarazzo.
Além de ser um pioneiro da industrialização, Matarazzo foi um dos primeiros empresários a se voltar prioritariamente para o mercado interno, numa época em que a economia brasileira era dominada pela exportação de café. Ele conseguiu se desenvolver produzindo mercadorias que a maioria dos brasileiros consumia, no seu dia-a-dia: arroz, vinho, queijo, banha, tecido, cimento, louça.
Locomotiva importada por Matarazzo, no fim do século XIX
O PIONEIRISMO COMO MARCA DO GRUPO MATARAZZO.
o primeiro moinho de trigo no Brasil (em 1900)
as primeiras tecelagens brasileiras (1902)
as pioneiras fábricas alimentícias
as primeiras indústrias químicas(1926)
as IRFM foram as pioneiras na implantação de conjuntos de habitações populares destinado a moradias de operários no Brasil (1915)
hospitais de socorro mútuo (1914).
gera energia através da queima do bagaço da cana-de-açúcar em atividades realizadas no núcleo agro-industrial da Fazenda Amália, em Santa Rosa de Viterbo (SP)
implantou a primeira refinaria de petróleo no país, em 1934
uma das primeiras distribuidoras de filmes para cinemas no Brasil
iniciou a produção de álcool para motores carburantes, em 1930
para maiores informações: portomatarazzo@portomatarazzo.com
© 2004 tradiz
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